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  • Foto do escritorAisha Raquel Ali

Eletronuclear e Uerj promovem conservação de tartarugas-marinhas no Rio de Janeiro


Programa divulga dados de monitoramento de espécies


Dados do programa Tartaruga Viva, da Eletronuclear em parceria com a Uerj, evidenciam a permanência prolongada de tartarugas-marinhas na região da Baía de Ilha Grande, na Costa Verde fluminense, nas áreas de influência das usinas nucleares. Algumas delas chegaram a habitar a região por mais de quatro anos seguidos.

Essas e outras informações são fruto do monitoramento realizado pelo projeto, por meio de amostragens populacionais a cada três meses. Os registros dos animais e da saúde deles são feitos por meio do mergulho livre e do resgate de tartarugas vivas ou mortas após acionamento da população.

“Quase 30 tartarugas-marinhas vêm sendo encontradas sucessivamente nos últimos anos na nossa localidade. Isso é fundamental, pois permite avaliar o comportamento, reprodução e saúde das espécies. Ou seja, conseguimos estudar o impacto das atividades humanas e mudanças ambientais sobre essas populações”, comemora a assessora técnica do programa, Mônica Dias.

Nesse sentido, a análise apontou ainda que quase 100% das tartarugas-marinhas que passam pela Baía de Ilha Grande são da espécie Chelonia mydas, popularmente conhecida como tartaruga-verde, contabilizando mais de 100 entre 2021 e 2023.

“Infelizmente, a Chelonia mydas também é a espécie mais resgatada através da rede remota de encalhes. A maioria das tartarugas encalhadas é encontrada já sem vida. Nos últimos dois anos, 53 animais dessa espécie foram resgatados mortos, sendo a ingestão de lixo e o atropelamento por embarcação as maiores causas”, conta Mônica.

Ações de conscientização

A base do programa Tartaruga Viva, localizada na Vila Residencial de Mambucaba, recebeu quase 11 mil visitantes nos últimos dois anos. O local é utilizado não só para reabilitar animais doentes resgatados pela iniciativa, como também recebe jovens e crianças - sendo a maior parte de escolas da rede pública e particular da região.

O objetivo da equipe é promover a educação ambiental da população através dos estudantes, que são os grandes multiplicadores de conhecimento. “Nosso estudo reafirma a importância de cada vez mais pensarmos em iniciativas de conscientização para a preservação da vida marinha”, explica a especialista.

Sobre o programa

Fruto do licenciamento ambiental das únicas usinas nucleares brasileiras, o programa registra as espécies de tartarugas-marinhas que ocorrem na região, verifica a saúde, acompanha o desenvolvimento, realiza resgates de animais debilitados, reabilita e os devolve ao mar.

A região da Baía de Ilha Grande é uma área de alimentação das tartarugas-marinhas, onde as juvenis buscam alimento, descansam e crescem até chegarem ao estágio adulto, quando migram para áreas de reprodução. As áreas de alimentação, assim como as de reprodução e desova, são fundamentais para a conservação desses animais.

Para desempenhar o trabalho, o programa conta com o apoio da população, que pode acionar a equipe ao encontrar uma tartaruga marinha viva ou morta, encalhada na praia ou boiando no mar, através do telefone 0800-204-4041.

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