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  • Foto do escritorAisha Raquel Ali

Compartilhando histórias




Nesse artigo quero destacar a importância de se reinventar e das conexões que a gente precisa fazer ao longo da jornada. Para nós, Assistentes Sociais, é muito importante nos lançarmos e nos projetarmos profissionalmente. De que forma? Por meio das conexões que fazemos. Se você, da mesma forma que eu, tem esse pensamento, vamos colaborar com o engajamento de outros profissionais. Curta, compartilhe, comente os textos que são publicados. Dessa forma, vamos dar visibilidade aos Assistentes Sociais, e, assim, derrubar aqueles estereótipos do passado (lembram? A moça boazinha é um deles)! Vem comigo... Vamos avançar de nível? É assim que funciona atualmente.

Hoje, convido você, Empreendedor/Empreendedora (Assistente Social, ou não), que está pensando em empreender a fazer essa viagem comigo ao longo desse artigo. Antes, deixo dois conselhos valiosos: invista em conhecimento e não desista!

Mas alerto que não será fácil. Aliás, nada será fácil. Mas ainda assim, não desista! Mesmo que no decorrer do processo as etapas não seguirem conforme o planejado, tenha em mente que  isso servirá para você respirar fundo e criar estratégias ao longo do caminho. Afinal, criar um negócio depende de você, manter a existência dele, depende de vários fatores e que nem sempre é você quem detém a chave da solução.  E nesse momento, as parcerias podem ser a luz que você precisava para iluminar o seu caminho.

Converse com as pessoas, compartilhe as suas angústias e mantenha-se firme, pois agora vou falar para vocês o que faço com as minhas experiências não positivas.

Mas antes quero compartilhar alguns detalhes que antecederam a abertura do meu empreendimento. O ano de 2019, foi crucial para mim. Precisava tomar algumas decisões na minha vida profissional, dentre elas, permanecer na Gerência da Instituição em que trabalhava no formato CLT, e adiar os cuidados com a minha saúde física e mental ou, optar por qualidade de vida e tentar empreender.

Se hoje estou aqui falando com vocês, não é difícil imaginar qual a escolha que fiz. Pois bem...Tomada a decisão, me preparei para seis meses de período sabático no segundo semestre de 2019. Precisava esvaziar a minha mente, não de conhecimento acumulado, mas da exaustão mental em que me encontrava e, me preparar para novos tempos em 2020. E assim segui, com o pedido de demissão e desligamento em junho/2019. Confesso, que a tomada da decisão em si, já me fazia um bem enorme, pois já sou profissional de mais de 30 anos de trabalho e, há pelo menos 20 anos de carreira, na função de Assistente Social. Ou seja, uma vasta experiência na área da Educação e da Assistência Social e alguma experiência na área da Saúde, faziam de mim uma profissional de alto nível, alto padrão dentro da minha profissão.

Então... Com toda essa bagagem, porque não empreender, através do legado que poderia deixar para os profissionais menos experientes, por meio do meu conhecimento técnico-prático-profissional?

E assim, descansei durante o período pretendido, mas parte de mim, ansiava por àquela adrenalina do trabalho. Em conversa com a amiga Empreendedora, Alice Loures, fui convidada para escrever artigos sobre pessoas que estavam empreendendo. Essa experiência profissional foi enriquecedora e me deu autoridade para seguir com o meu empreendimento na parte administrativo-operacional.  E dessa forma, o meu desejo de desenvolver novas habilidades foi se tornando real.

Durante esse período, entendi que poderia render bons frutos a minha proposta de Desenvolvimento Profissional (Treinamento e conhecimento aos profissionais e oferecimento de serviços às Entidades Beneficentes). Isso seria a virada de chave para a minha transição de carreira.

Com a chegada de 2020, pude experimentar uma triste realidade: a mudança  que eu pretendia, não estava apenas dentro de mim. A mudança estava prevista para acontecer em todo o Universo. Sim, relembrando que em março de 2020, os rumores da pandemia/convid-19 já estavam acontecendo em alguns continentes e, em princípio, longe de nós brasileiros e brasileiras. Contudo, não demorou para que chegasse aqui no Brasil e não será preciso destacar os acontecimentos, porque passamos juntos por isso.

No geral, tive a alternativa de me preparar através das lives e mentorias, com pessoas de renomes ou desconhecidas.

E muitos perguntariam: Então você se preparou e ganhou muito dinheiro com aulas online e lives? Não. O meu nível de exigência estava alto demais e não me sentia capaz o suficiente para oferecer menos do que eu gostaria de ganhar em nível de conhecimento. Se me proponho em fazer alguma coisa, preciso me sentir  99,9% pronta para oferecer o meu serviço. Até então, conhecimento não me faltava, mas aptidão para falar diante de câmeras, pouquíssima!

Ou seja, além dos meus conhecimentos, enchi a minha cabeça de ideias e o que aconteceu? O meu nível de exigência aumentava ainda mais e eu não conseguia sair do campo das ideias. Fiquei durante o ano de 2020 e 2021 e parte de 2022, escrevendo e reescrevendo o meu Projeto.
Mas... E aí? Quais as lições que tirei dessa experiência?

Essa experiência me mostrou que temos que nos planejar. Mas temos que estar prontos/prontas para quaisquer intercorrências que não dependam apenas do nosso conhecimento técnico. O mundo gira e o modelo de negócio gira também. E, com isso, obviamente que nessa ciranda, vai mudar de posição. Estava preparada para aulas/cursos presenciais e não na modalidade online.
Aprendi, que conhecimento não se perde. Mas, ainda assim, é preciso arriscar e mudar o foco, se for preciso.

Aprendi também, que muitas pessoas podem estar acima do seu nível de conhecimento, mas muitos estarão abaixo. Em se  tratando de internet, você vai falar com todo tipo de público. E você define o seu público, mas não delimita o conhecimento das pessoas.

E por fim, se você for, fonte de inspiração e tratar o seu público com absoluto respeito, você chegará em qualquer lugar e acrescentará novas ideias e novos conhecimentos, até para àqueles que você acreditava que estivessem num nível acima do seu.

Não tenham medo em arriscar. Mas façam com respeito ao seu público!

Apesar de não conseguir ministrar as aulas/cursos na modalidade online, novos caminhos foram se apresentando: Fiz muitas mentorias, prestei assessorias e consultorias, além de vários trabalhos administrativos para Entidades Beneficentes de Assistência Social, na área da Educação e Assistência Social.

E desta forma, encerro esse Artigo, escrevendo o mantra que passei a adotar: “Que meus medos, tenham medo da minha coragem.”
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